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Sobre não saber lidar com a paz

março 27
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Para quem não entende bem o que eu faço aqui em Los Angeles, além das semanas de moda que trabalho, faço parte de uma organização chamada Beauty Arise. O projeto está no mundo inteiro e tem o foco de trabalhar identidade, beleza e valor da mulher. Por isso, temos um curso de seis meses, chamado DTS. Cada semana é um tema diferente, com um professor diferente.

Foi aí que conheci a Kay. Ela veio para nos ensinar sobre relacionamentos, um dos temas mais importantes da escola, pois são neles que as feridas acontecem e também curadas. A maioria das mulheres que eu conheço baseiam seus comportamentos pelas feridas que tiveram em relacionamentos, sejam com pais, filhos, amigos ou namorados/maridos, etc.

Kay sofreu abuso emocional e sexual durante a juventude. Passou anos carregando a dor da culpa (mesmo não sendo dela) e a vergonha que isso causou. Teve dificuldades em se relacionar com outras pessoas pelo medo de ser ainda mais machucada. Se fechou para as pessoas, para o mundo e para Deus. Ela tornou sua dor em sua identidade. Tudo o que tinha era sua dor. Baseava sua vida, o resto dos sonhos que lhe sobrara na ferida que tinha. Aliás, sua dor também era a desculpa para seu mau comportamento e o reflexo de suas ações. Por anos carregou uma carga que não lhe pertencia.

Foi quando começou a se relacionar com Deus. Quanto mais ela O conhecia, menor ficava o peso de sua dor. Quanto mais tempo passava com o Mestre, mais aprendia sobre perdão, restauração e liberdade. A medida que ia descobrindo sobre Deus, a dor era substituída pela paz. Paz que ela nunca tinha experimentado.

Ao se deparar com uma paz sobrenatural, com uma liberdade genuína, Kay simplesmente não sabia o que fazer. A paz era algo incomum e desconfortável para ela. Ela não sabia conviver com a paz. Não sabia como viver uma nova vida sem a dor, sem a culpa, sem rancor daqueles que a machucaram. Ela estava tão acostumada com esses sentimentos que não sabia lidar com a liberdade de vida que ela tinha recebido de Deus. Levou tempo para que ela aceitasse sua nova identidade.

Cada palavra dela me impactou muito. Passei a entender porque certas mulheres reagem à vida de forma diferente, todas de acordo com a “bagagem” que carregam, umas de dor, umas de ódio, outras de paz.

O remédio para todas as nossas dores está em Deus. Pertence à Ele a cura de todas as feridas. Você tem acesso sempre que quiser, na quantidade que quiser. Basta se achegar a Deus e permitir que Ele coloque o remédio sobre sua vida. Mas, mais que isso, depois de curadas, precisamos intencionalmente viver com a consequência da cura, que é a paz e a liberdade. Uma nova identidade deve ser vivida depois de receber o “remédio” de Deus. Porque é muito mais fácil se esconder por detrás de suas dores e jogar sobre os outros toda a mágoa que a vida lhe causou.

Ouvindo Kay, as palavras do apóstolo Paulo fizeram mais sentido para mim, quando ele disse que devemos ser transformados pela renovação da nossa mente (Romanos 12). Não basta você ser curada, você precisa ter uma atitude diferente. É como se alguém que fosse curado da incapacidade de caminhar, continuasse usando a cadeira de rodas. A cura vem de Deus, mas a transformação em nossa maneira de viver vem de nós. Somos nós que escolhemos, intencionalmente, viver a nova identidade em Deus que nos é dada. Está a nossa disposição!

Se Deus te perdoou e te ensinou sobre perdão, porque você insiste em falar mal de quem te machucou? Se Deus apagou seu passado, porque você insiste em estar na posição de vítima? Se Deus te deu uma nova oportunidade com relacionamentos saudáveis, por que você insiste em pensar que eles farão o mesmo que os outros? Se Deus te curou, por que você insiste em viver a vida como uma doente? Simplesmente não faz sentido.

Nova identidade exige novos hábitos. E hábitos se fazem com escolhas diárias, gota por gota, passo por passo, dia após dia. Se você já foi curada por Deus, comece agora a viver de forma digna deste remédio que, apesar de custar caro, foi te dado gratuitamente.

 

 

 

VÍDEO: Série Identidade 2 – Comparação

março 5
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Um dos grandes desafios que nós, mulheres, sofremos é com a comparação. Já ouviu aquela frase que diz que “a grama do vizinho é sempre mais verde do que a nossa.” Pois é… a comparação faz a gente ver o outro com superioridade ou inferioridade. E é exatamente sobre isso que falei no vídeo de hoje, ASSISTA!

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Série IDENTIDADE: O que você NÃO é!

fevereiro 15
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Decidi fazer uma série de vídeos falando sobre um dos principais temas que eu percebo nas mulheres: IDENTIDADE. A gente está sempre confusa de quem somos, nos comparamos com outras e, as vezes, nossa infelicidade está na falsa identidade que criamos.

Deus tem falado muito comigo sobre isso e quero compartilhar com vocês o que eu tenho aprendido com o Mestre!

Espero que abençoe sua vida, assim como abençoou a minha!

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VÍDEO: Mentiras X Verdades – No que acreditar?

janeiro 30
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Você pode escolher acreditar em mentiras ou em verdades. Mas saiba que isso influenciará diretamente na sua reação em relação ao mundo, aos seus relacionamentos e a vida.

Falei sobre isso no post de hoje, confere aí!

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Sobre liderar as emoções e não ser escrava delas

janeiro 23
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Não sei você, leitora, mas eu sempre lutei muito com minhas emoções. Nós, mulheres, somos mais emotivas, eu sei. O que nos diferencia umas das outras é como escondemos o que sentimos. Algumas parecem mais fortes enquanto outras expõe com mais facilidade o que sentem. O fato não é sentir, mas como reagimos àquilo que sentimos.

Na maioria das minhas fotos de infância estou chorando. E não é um chorinho simples, estou aos prantos! Lembro de chorar até dormir. Lembro das pessoas me perguntando o porquê do meu choro e eu inventar qualquer coisa, porque na real nem eu sabia a razão. Se eu estava feliz, eu chorava. Se eu estava triste, chorava. Se estava ansiosa, chorava. Chorava por precipitação, chorava de saudade, chorava porque me trazia alívio daquilo que nem eu mesma sabia bem do que era.

Por isso, sempre fui motivo de piada. Meus primos e irmãos zoavam de mim e, ao invés de responder, eu chorava. HAHAHA! E antes que você me pergunte, eu tive uma infância feliz e tranquila, sempre fui rodeada de amor e cuidado. O fato é que o choro era a minha primeira reação aos meus sentimentos. Alguns comem, outros fazem piada, eu chorava.

Ao longo da minha caminhada com Deus aprendi – e ainda estou em processo constante de aprendizado – a liderar minhas emoções e não deixar que elas definam meu dia, meus relacionamentos e minha visão sobre a vida.

Já tive dias que acordei feliz e em paz, até que alguma situação me entristecia e minha tranquilidade era substituída por angústia. Ao mesmo tempo, já tive dias que acordei triste, recebi uma ótima notícia e fiquei feliz e radiante. Em ambos os casos, deixei o exterior coordenar meu interior. Deixei as circunstância definir minhas emoções. Deixei a “vida me levar”.

Jesus, sendo homem e sendo Deus, também tinha emoções. A Bíblia diz que Jesus chorou, diz que Ele sorriu, diz que ficou bravo, diz que Ele quis ficar sozinho, diz que Ele ficou triste quando Lázaro morreu. Jesus era emocional. Mas, ao mesmo tempo, Ele controlava todos os seus sentimentos e não deixava nenhum deles impedir Sua missão na Terra. Ele sabia para onde estava indo, sabia seu chamado e o trabalho que tinha pela frente. Jesus foi além do que sentia, inclusive na cruz. Ele disse, “Pai, se possível, passa de mim este cálice”. As emoções do Mestre estavam ali, expostas, gritando. Mas Ele foi além delas e disse “mas que seja feita a TUA vontade e não a minha”. Ele, mesmo em meio à dor e ao mix de emoções da morte e humilhação, não deixou nenhuma delas impedir o grande Plano de Salvação para o mundo.

Jesus é minha fonte máxima de inspiração, exemplo, reflexo perfeito de amor. Ele era Deus, soberano e dono de tudo. Mas era homem, cheio de emoções também. Por isso, Ele mais que ninguém entende o que sentimos. Foi Ele quem nos criou seres emocionais e isso nos torna tão únicos. Deus também mostra Seu amor à humanidade através das emoções. O grande problema é quando nossas emoções definem a maneira como lidamos com as pessoas, quando nossos sentimentos embaçam o olhar e distorcemos nossa visão em relação à Deus. Não somos escravos do que sentimos, a menos que permitimos isso. Não somos o que sentimos, a menos que nossas escolhas sejam baseadas em nossos sentimentos naquele momento.

Nossas emoções fazem parte da maneira incrível e perfeita como Deus nos criou, mas não podem definir nossa identidade, nem nos impedir de fazer aquilo que Ele nos chamou a fazer.

Como eu controlo minhas emoções? Aprendi que existe apenas uma maneira: rendendo elas ao Mestre. Ao Deus que as fez, ao Deus vê a imagem completa e não as partes, ao Deus que me fortalece nos dias de choro e se alegra comigo nos dias de dor. Eu rendo à Ele minha ansiedade, porque sei que Ele está trabalhando ao meu favor. Eu rendo à Ele meu medo, porque Ele tem poder sobre tudo e me protege do mal. Eu rendo à Ele minha alegria, porque sei que Ele tem um futuro de paz para mim. Eu rendo à Ele as minhas emoções, deixado Ele controlar todas elas.

Renda-se ao Pai. Ele dará constancia e paz.

Com amor,

Mari Simionato.

O combo perfeito para cabelos loiros (e alisados!)

junho 30
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Na semana passada postei um vídeo falando de alguns presentes que eu ganhei quando vim para os EUA (assista AQUI) e mostrei o kit de shampoo, condicionador e spray da DiHellen. Comecei a usar a pouco tempo, mas os resultados já apareceram.

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Meu cabelo está com raiz oleosa e as pontas secas. Faço escova, chapinha e babyliss, ai já dá para imaginar o estrago, né? Comecei usando o spray térmico, passo antes de secar quando o cabelo ainda está molhado. Passo só nas pontas mesmo, ele dá a sensação de maciez nos fios e fica mais fácil de modelar com o babyliss depois.



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O shampoo e o condicionador melhoram ainda mais o processo do spray térmico, parece que um intensifica o outro. Além disso, o shampoo conseguiu tirar a oleosidade da minha raiz! Finalmente! Porque nenhum shampoo conseguia isso, eu secava o cabelo e parecia que nem tinha lavado. Estou muito acostumada com a descoloração global dos fios, então nunca tive a raiz oleosa como estava tendo agora que escureci, sabe?

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O bom mesmo é usar os três juntos, acho que o efeito fica ainda mais visível. A Dihellen vende para todo o Brasil pelo site (clique AQUI) ou nas principais lojas do RS. Super indico mesmo, eu trouxe vááááááários produtinhos na mala! Não vivo sem!

Ahhh… e antes de encerrar, hoje é quinta, dia de vídeo lá no canal do Youtube. Já viu? Falei sobre a prática diária do devocional, aperte o play:

E se você gostou, compartilhe com suas amigas e inscreva-se no canal AQUI. Assim você pode ver os vídeos em primeira mão!

Suuuuper beijo!

Mari Simionato.

 

VÍDEO: Como lidar com pessoas feridas

junho 28
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Quando comecei a gravar vídeos, jamais imaginei a dimensão e o impacto que eles teriam na vida das pessoas que me seguem. Devagarinho fui compartilhando pensamentos, conselhos e experiências com mulheres que conseguem se encontrar naquilo que vivo. Afinal, todas nós temos altos e baixos, sonhos e decepções, alegrias e dores. No final, o que queremos mesmo é ser feliz!
O vídeo de hoje conta uma história muito profunda da minha vida. Espero que gostem e que Deus fale com vocês! <3

E se você gostou, compartilhe com suas amigas e inscreva-se no canal AQUI. Assim você pode ver os vídeos em primeira mão!

Super beijo e uma abençoado feriado!

Mari Simionato

VÍDEO: Propósito de vida. Eu tenho?

junho 21
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Você certamente já deve ter ouvido as frases: “Todo mundo nasceu por uma razão”, “Deus não comete erros” ou  “Você não está aqui por acaso”. Mas, muitas vezes, a gente se sente tão perdido na vida que essas frases são só bonitas na teoria, não na prática. O vídeo de hoje fala sobre isso. Aperte o play e compartilhe com suas amigas! <3

E se você gostou, compartilhe com suas amigas e inscreva-se no canal AQUI. Assim você pode ver os vídeos em primeira mão!

Super beijo e uma abençoado feriado!

Mari Simionato

Sobre Ansiedade

março 11
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Eu olho para a agenda e vejo um milhão de coisas para fazer. Emails, mensagens, compromissos. Tudo é urgente, tudo é importante, nada pode ficar para depois. Faço duas, três coisas ao mesmo tempo. Falo no telefone, enquanto respondo email e escuto música. Aí lembro de algo ainda mais urgente. Paro tudo que estava fazendo e mudo o foco.

Dias cheios me deixam ansiosa. Quero fazer tudo com excelência e, muitas vezes, isso tira minha paz. Quando me dou por conta, não fiz nada do que era importante. Mas é aí que percebo que nada daquela lista de afazeres era tão primordial quanto meu tempo com Deus, meu tempo em paz. E é aí que, definitivamente, largo tudo, faço um café e fico em silêncio.

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Tiro meu foco de qualquer coisa que não seja Deus. Em oração, peço que Ele esteja perto, que fale comigo, que me dê força para aquele dia corrido. E ele vem, como prometeu que sempre viria. Aliás, Ele nunca sai de perto, apenas espera pelo momento em que estaremos a sós. Só eu e Ele. Pai e filha. Criador e criatura. É Ele quem me dá a paz que tanto necessito. É Ele quem me fala o caminho que devo seguir e qual é o próximo passo. Esses momentos não são longos, mas são suficientes para mostrar que tudo começa Nele, é POR Ele e PARA Ele. É Ele quem me levanta com vida todas as manhãs. É Ele quem abre as portas com oportunidades que eu jamais sonharia em ter. É Ele quem cuida daqueles que eu amo quando eu mesma não posso fazer. É Ele quem dá a paz que eu tanto almejo.

Depois do nosso encontro, volto ao meus afazeres, mas volto diferente. Com o coração tranquilo de que Ele estará ali, sempre esperando nosso próximo encontro.

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